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O Fluminense na Libertadores

March 12th, 2012  |  Published in Uncategorized

Classificado como o terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de 2011, o Fluminense iniciou de maneira empolgante sua quinta participação na Libertadores, com duas vitórias, sendo uma delas emblemática, sobre o Boca Juniors em plena Bombonera. O currículo do tricolor na competição é mais curto do que os das demais equipes brasileiras que participam da edição 2012 do torneio continental, porém não desprovido de partidas épicas, grandes alegrias e desilusões, como convém à Libertadores.

I) 1971: uma ótima campanha, que desandou de repente. 

Time do Fluminense forma para enfrentar o Deportivo Galícia, em 1971

Regulamento: 21 participantes. Na fase de grupos, 20 equipes se dividem em 5 quadrangulares, disputados em turno e returno. Os vencedores de cada grupo se classificam para a fase semifinal. Na fase semifinal, os 5 classificados se juntam ao campeão do ano anterior e são divididos em dois triangulares, disputados em turno e returno. Os vencedores de cada grupo fazem a final. Este regulamento persistiu até 1987.

Campeão da última edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970, a única competição nacional daquele ano, o Fluminense se classificou para a Copa Libertadores do ano seguinte. A estréia, no dia 29 de janeiro, não poderia ter sido melhor: vitória de 2×0 sobre o Palmeiras, em pleno Pacaembu. Em fevereiro, o tricolor viajou para a Venezuela e voltou de Caracas com 100% de aproveitamento. Venceu o Deportivo Galícia por 3×1 no dia 14 e, no dia 17, aplicou sonoros 6×0 no Deportivo Itália.

Estreando em casa, no dia 28 de fevereiro, o Fluminense goleou o Deportivo Galícia por 4×1, mantendo 100% de aproveitamento na competição. No dia 3 de março, entretando, um inesperado revés: em pleno Maracanã o Flu perdeu de 1×0 para o modesto Deportivo Itália, o mesmo que havia levado de seis semana antes, na Venezuela. O resultado deixou o Fluminense com o mesmo número de pontos do Palmeiras, na liderança do grupo. A posição e a vaga na fase seguinte seriam definidas no confronto direto da última rodada, no Maracanã. E o Fluminense sofreu novo revés em casa: o Palmeiras venceu por 3×1, e o Flu, após a arrancada inicial, acabou ficando pelo caminho.

 II)                 1985: abaixo da crítica

 

Campeão Brasileiro pela primeira vez em 1984, o Fluminense voltou à Libertadores. O Flu estreou no dia 23 de julho, no Maracanã, empatando em 3×3 com o Vasco da Gama. Semanas depois, acabou levando os pontos do jogo devido à escalação irregular do jogador Gersinho, pelo cruzmaltino. No dia 5 de agosto o Tricolor recebeu o Argentinos Juniors no Rio de Janeiro e foi derrotado por 1×0. No dia 15, novamente no Maracanã, outro empate com o Vasco, mas dessa vez valeu: 0x0. Na seqüência, o Fluminense viajou à Argentina, e voltou de Buenos Aires eliminado. Foram duas derrotas por 1×0, no dia 20 para o Ferro Carril Oeste e no dia 23 para o Argentinos Juniors. O Fluminense encerrou a melancólica campanha, sem nenhuma vitória conquistada em campo, no dia 27 de agosto, empatando com o Ferro Carril Oeste no Maracanã vazio (1.354 pagantes) em 0x0. Com 4 pontos, ficou em terceiro lugar no grupo, a frente apenas do Vasco.

III) 2008: uma campanha épica com o gosto amargo do quase

 

regulamento: 38 equipes. 26 pré-classificadas para a fase de grupos, 12 (a última classificada de cada país e os dois últimos classificados do país do clube campeão no ano anterior) tendo que disputar uma fase eliminatória simples, com jogos de ida e volta. Na fase de grupo, os 26 pré-classificados se juntam aos 6 vencedores da fase eliminatória e são divididos em 8 quadrangulares, disputados em turno e returno. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para as oitavas-de-final, de onde seguem eliminatórias simples em ida e volta até a final. O regulamento é o mesmo desde então, à exceção de 2010.

Após 23 anos sem títulos nacionais, o Fluminense conquistou a Copa do Brasil de 2007 e voltou à Libertadores, da qual esteve longe pelo mesmo longo período. Estreou no dia 20 de fevereiro, empatando em 0x0 com a LDU em Quito. No dia 5 de março, estreou em casa em noite de gala, aplicando 6×0 no Arsenal. Duas semanas mais tarde, viajou ao Paraguai e voltou com três pontos, após a vitória de 2×1 sobre o Libertad. No dia 2 de abril, nova vitória sobre o Libertad, agora 2×0 no Rio de Janeiro. Uma semana mais tarde, foi a Sarandí, na Argentina, e sofreu a primeira derrota: 2×0 para o Arsenal. O Fluminense encerrou a participação na fase de grupos vencendo a LDU, no Maracanã, por 1×0. Com 13 pontos, não apenas se classificou para as oitavas-de-final em primeiro lugar no grupo, como obteve a melhor campanha da fase de grupos, permitindo-lhe o privilégio de decidir em casa em todas as fases do mata-mata.

 No dia 30 de abril, o Fluminense viajou à Colômbia e venceu o Atlético Nacional por 2×1, em Medellín. No dia 6 de maio, venceu novamente, agora por 1×0, no Rio de Janeiro, garantindo a passagem para as quartas-de-final.

 Nas quartas, um confronto de tricolores. O adversário do tricolor carioca era o tricolor paulista. No dia 14 de maio, o São Paulo venceu no Morumbi, por 1×0. Uma semana depois, o Fluminense venceu por 3×1 no Maracanã. O gol que garantiu a vaga na semifinal saiu aos 46’ do segundo tempo.

Na semifinal, o adversário do Fluminense era o temido Boca Juniors. Além de defender o título conquistado em 2007, o Boca havia conquistado outras três Copas Libertadores entre 2000 e 2003. Com a Bombonera interditada devido a incidentes, o Boca mandou o jogo de ida, em 28 de maio, em Avellaneda. O resultado: 2×2. Uma semana mais tarde, no Maracanã, o Boca saiu na frente, mas o Flu virou: 3×1. O Fluminense estava na final.

Após eliminar dois multicampeões da Libertadores nas fases anteriores, o adversário tricolor na final era a LDU. Jamais um clube equatoriano havia conquistado uma competição sul-americana. No jogo de ida, em 25 de junho, o Flu sentiu a altitude de Quito e perdeu por 4×2. A volta foi uma semana mais tarde, no Maracanã. E o Fluminense mais uma vez saiu perdendo, e mais uma vez virou o placar: 3×1. Só que os dois gols de diferença foram suficientes apenas para levar a decisão para a prorrogação. Após o tempo extra sem gols, a decisão foi para os pênaltis. Apenas Cícero marcou para o Flu. Conca, Thiago Neves e Washington desperdiçaram suas cobranças. A LDU, mais competente, anotou três de suas cobranças, e relegou o vice-campeonato ao Tricolor.

IV)              2011: superação desperdiçada 

Após classificação épica, o Fluminense acabou eliminado nas oitavas.

Campeão Brasileiro pela segunda vez, em 2010, o Fluminense voltou à Libertadores três anos após o vice-campeonato de 2008. Dessa vez, com o Maracanã em obras visando a Copa do Mundo de 2014, o clube carioca teria que mandar seus jogos no Engenhão. O apoio da torcida, intenso na campanha do vice-campeonato, rareou. 

Na estréia, em 9 de fevereiro, empate em 2×2 com o Argentinos Juniors, no Rio de Janeiro. Oito dias depois, novo empate em casa: 0x0 com o Nacional. A situação ficou ainda mais difícil após a derrota de 1×0 para o América, no México, em 2 de março. Como agravante, o técnico Muricy Ramalho, campeão brasileiro no anterior, deixou o clube alegando falta de estrutura, dias depois. Com apenas dois pontos marcados, sem técnico e com apenas uma partida em casa no returno, a classificação era remota. O Fluminense aumentou suas chances após vencer o América no Engenhão por 3×2, no dia 23 de março. Entretando, nova derrota, por 2×0, para o Nacional, em Montevidéu, no dia 6 de abril, deixou o Flu em situação difícil. Porém uma combinação de resultados havia dado uma chance na última rodada. Se o Nacional perdesse em casa para o América e o Fluminense vencesse o Argentinos Juniors em Buenos Aires, o Flu estaria classificado. Se houvesse empate em Montevidéu, o Flu precisava vencer por dois gols de diferença. E aconteceu o empate no jogo do Nacional. Em Buenos Aires, o Fluminense venceu por 4×2, com gol no fim, e se classificou para as oitavas-de-final. 

No mata-mata, o Fluminense recebeu o Libertad no dia 28 de abril e venceu por 3×1. Entretanto, na partida de volta em Assunção, no dia 4 de maio, o Fluminense levou três gols apenas no segundo tempo, e a derrota de 3×0 o eliminou.

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